quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Acupuntura na atualidade: modelos diferentes

Na prática da Acupuntura, observam-se hoje três diferentes tendências – desde as mais conservadoras até as renovadoras:

• Um sistema que opta por se manter estritamente vinculado à medicina tradicional chinesa (MTC). Desprezando qualquer possibilidade de explicação científica, evita qualquer chance de revisão de conceitos e diretrizes antigas da prática. Purista - ou seja, fundamentalista - adere ao modelo de diagnóstico e interpretação do processo mórbido, aos objetivos do tratamento e aos procedimentos preconizados na literatura correspondente, seja milenar ou produzida recentemente. Esse modelo tem sido utilizado para justificar a existência da prática não-médica da Acupuntura.

• Um sistema híbrido, que se propõe a associar modelos – o chinês tradicional e o contemporâneo. Nesse caso a ocorrência de conflitos entre interpretações tão desiguais que levam diagnósticos e também a prescrições radicalmente distintas, tende a ser insuperável.

• Um modelo que parte do diagnóstico médico do padrão nosológico (síndrome ou doença), da avaliação do paciente, de categorização fisiopatológica, e que baseia os procedimentos em dados anatômico-fisiológicos. Utiliza recursos, métodos e técnicas médicas que incluem, além da punção com agulhas, eletroestimulação, infiltrações de anestésicos locais, terapia manual, visando o máximo de resolutividade no tratamento do paciente. Os objetivos terapêuticos são centrados simultaneamente no doente e na doença.

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